Projeto de Vida e Vestibular

Quando imaginamos um adolescente ao fim do Ensino Médio, a primeira coisa que nos vêm à cabeça é sobre qual carreira ou profissão o mesmo irá escolher, como se essa fosse a única angústia envolvida nesse momento.

Pois é! Mas existe uma angústia maior, que precede e também envolve a escolha profissional do jovem: a do Projeto de Vida.

Perguntas dos Jovens

  • “Quais são meus sonhos?”
  • “O que necessito fazer para alcançar esses sonhos e objetivos?”
  • “Será que vou conseguir me tornar independente financeiramente da minha família?”
  • “Será que vou ser feliz e bem sucedido com minhas escolhas?”

Essas perguntas entre tantas outras, aterrorizam o imaginário do adolescente nesse momento de vida. Afinal crescemos ouvindo, “Nós somos a soma de nossas decisões”- quanta responsabilidade e medo de crescer que tudo isso gera! Apesar dos jovens muitas vezes demonstrarem segurança e autonomia no dia a dia, receiam serem lançados à própria sorte de suas escolhas! Se percebem despreparados e imaturos.

Antigamente era mais fácil viver: para seguir as convenções, bastava estudar. Algumas opções básicas como Pedagogia, Odonto, Medicina, Direito ou Engenharia. Vocês já checaram quantas opções existem hoje? Moda, Computação Gráfica, Engenharia de Produção, Design, entre tantas outras….Para seguir outra tradição: casar, ter filhos e manter a família estruturada até o fim dos dias. E hoje? Casar ou não casar, ter filhos ou não? Adotar ou inseminação artificial também são opções…Ufa!

A vida “convencional” podia ser menos estimulante, mas certamente oferecia mais segurança e tranquilidade nas escolhas desse tal Projeto de Vida. Crescer ficou mais difícil com tantas opções.

Como dar Auxílio aos Jovens

Pais e Filhos

Mas como os Colégios e Famílias podem proporcionar uma força e auxílio no momento dessa construção de identidade, nesse mundo contemporâneo cheio de opções?

Todo jovem tem à sua disposição um conjunto de possibilidades e limites que variam conforme sua realidade familiar e a cultura em que vivem. Tanto a família quanto a escola devem auxiliar nesse processo de forma coerente, evitando fórmulas e modelos genéricos que imponham práticas e escolhas. Ajudem esse jovem a fazer uma “viagem pra dentro de si mesmo”, reconhecendo e estimulando seus talentos, avaliando suas dificuldades, revendo suas possibilidades reais e encorajando o erro! Sim , por que não o erro? Só nos tornamos adultos quando perdemos o medo de errar. Afinal, não somos apenas a soma de nossas decisões, mas também de nossas renúncias.

Um bom diálogo afetivo, trocas de experiências entre professores, pais, filhos e alunos, além de uma possível orientação vocacional são ótimas estratégias nesse momento tão importante e bonito na vida dos nossos jovens.

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